O Diagnóstico da Gravidez

 

O diagnóstico da gravidez

 

A espera da certeza da gravidez dentro de seu ventre é um momento de angústia para a mulher. Saber-se grávida, com brevidade, é importante para sua tranqüilidade e bem-estar. Há alguns anos, só se sabia que uma mulher estava grávida após um atraso de, no mínimo, 20 dias. Hoje com a evolução da técnica e métodos de exames, essa resposta pode ser conseguida com dois dias de atraso menstrual.

Os sinais mais precoces de que um ovo está implantado, dizem respeito à retenção hídrica dada pelo aumento de progesterona. Assim, o aumento dos seios é um dos primeiros sinais, mas pode ocorrer também na ausência de gravidez, pelo simples atraso da menstruação, principalmente se a mulher está ansiosa para ser, ou para saber se vai ser mãe, ou não.

 

 

Dosagem de ßHCG sérico (no sangue)

 

O que é isso? É a fração ß de um hormônio produzido no corion, (uma porção do ovo) que se instalou no útero. Daí o nome “hormônio coriônico gonadotrófico” ou simplesmente “gonadotrofina coriônica”.

 

O exame pode dar negativo e a paciente estar grávida?

Pode.         O exame negativo deve ser repetido após alguns dias (2 ou 3) pois poderá tratar-se de uma implantação tardia e não no 14° dia do ciclo.

 

O exame pode dar positivo e a paciente não estar grávida?

Não! O exame positivo sempre evidencia uma gravidez. Pode ser que a paciente não esteja mais grávida, mas ele mostra, no mínimo, que houve um ovo implantado.

 

ßHCG na urina

São, normalmente, testes caseiros adquiridos nas farmácias, e evidenciam a presença de hormônio coriônico em uma gota de urina. São mais falíveis que os exames de sangue. Alguns anunciam certeza do resultado em quase 100% após 48 horas de atraso, mas, é sempre bom comprovar a gravidez pelo exame de sangue.

 

Ultra-sonografia

Exame não invasivo que mostra o ovo implantado a partir de dois a sete dias de atraso.

Pode ser negativo e a paciente estar grávida? Dependendo do equipamento usado, da época da fecundação e de quem interpreta o que vê, pode ser negativo e a paciente estar grávida. Sempre é bom fazer um ßHCG para confirmar a negatividade depois de alguns dias, ou repetir o ultra-som para tentar ver o ovo.

 

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Gravidez, preocupações

Tomar medicamentos quando a menstruação está atrasada

 

Muitas vezes, após um exame negativo, é prescrito um medicamento à base de progesterona, como Provera, Primodos, Primolut, com o intuito de provocar a vinda da menstruação. Após uma semana, caso esta não ocorra, repete-se o exame que poderá dar positivo

 

A progesterona faz mal?

Não! A progesterona é o hormônio da gravidez. Esses medicamentos têm dosagens que, normalmente, não provocam abortos ou más formações.

 

Tomei uma taça de Champagne para comemorar minha gravidez. Pode ter feito mal?

Não, mas o álcool na gravidez não é aconselhado em qualquer quantidade.

 

Tomei remédios para abortar quando atrasou a menstruação, meu filho poderá nascer malformado?

É necessário saber o que foi tomado e em que dosagem. Dada a diversidade do que pode ter sido tomado para provocar um aborto, seria interessante falar com seu médico para que ele a esclareça. Perigo de malformaçôes com “pílulas do dia seguinte” não chegam a 0,2%, apesar dos trabalhos sobre o assunto ainda serem recentes e alguns deles controversos.

 

Não sabia que estava grávida e continuei usando espermicidas durante o primeiro mês, em muitas relações. Meu feto pode ter algum problema por isso?

Essa indagação é muito comum porque o método é bastante falível quando usado isoladamente. Muito se especulava sobre a possibilidade de crianças nascerem com alterações genéticas, inclusive com a síndrome de Down. Hoje em dia se sabe que o uso continuado desses medicamentos no primeiro mês, não traz nenhum mal ao feto.

 

Para dor de cabeça, o que devo tomar quando minha menstruação está atrasada e não sei se estou grávida?

Os medicamentos que contêm aspirina não devem ser tomados pois são antiagregantes plaquetários e aumentam o tempo de coagulação. Porém se já os tiver tomado, tenha certeza que não lhe fizeram mal pois você não sangrou. Se houve sangramento fale ao seu médico que tomou. O melhor medicamento nesse início de gravidez para cefaléias, de um modo geral, é o paracetamol.

 

Antes de menstruar sempre tenho cólicas. O que posso tomar sem saber se estou grávida?

Provavelmente se você ficou grávida, não terá cólicas e, talvez, esse seja o primeiro sinal a lhe chamar a atenção. Mas, em caso de cólicas você pode tomar algum medicamento que contenha N-Butilescopolamina ou Dipirona se não tiver alergia a eles.

 

Não sabia que estava grávida, pois sangrei um pouco na menstruação e recomecei minha pílula anticoncepcional. Meu filho poderá ter algum problema por isso?

Não, esteja tranqüila, seu filho não sofreu por isso. Os anticoncepcionais não provocam malformações fetais quando tomados em gravidez inicial. Podem provocar sangramentos no final das cartelas e daí confundirem mais a gestante quanto a data provável, mas também não costumam causar abortos.

 

Engravidei com um DIU (dispositivo intra uterino). O que faço? Preciso retirá-lo?

Muitas vezes a localização do DIU em relação à implantação do ovo, impedirá sua retirada sem riscos para a gravidez. Cada caso deve ser analisado pela paciente e seu médico para avaliar e esclarecer a relação risco/benefício do procedimento. A conduta ideal, entretanto, quando uma gravidez acontece com a presença de um DIU, é retirá-lo.

 

 

 

Ficando Grávida

 

 O atraso, a notícia

Quando a menstruação atrasa o primeiro pensamento de toda mulher em condições de procriar é: será que estou grávida? Esse alerta dado pela ausência do sangramento habitual, nem sempre é o primeiro.

Muitas vezes, as mulheres sabem que estão grávidas antes que qualquer exame dê positivo, ou de qualquer atraso. O que é isso? Sensibilidade? Autoconhecimento? Será isso  possível?

Já vi casos de mulheres que sabiam estar grávidas no dia seguinte em que tiveram a relação que as engravidou. Uma paciente minha, ao acordar pela manhã, viu “estrelinhas surgindo e caindo do teto”. Imediatamente soube que havia engravidado na noite anterior, pois em sua primeira gravidez ocorrera o mesmo.

De uma grávida esperam-se coisas que transcendem a nossa sabedoria e conhecimento científico. Existe algo de superior e mágico na gravidez. Acostume-se a isso.

A vontade de tornar público seu estado, varia muito em relação a cada mulher. Existem algumas que com um dia de atraso, acordam e telefonam para suas mães. Outras, esperam um ou mesmo dois exames para comunicarem até para seus parceiros.

Ficar grávida é uma condição fisiológica; é como crescer, envelhecer, nascer o seio, crescer cabelo. É algo que seu organismo providencia e estimula. A notícia, então, deverá ser a confirmação do que se esperava.

 

O diagnóstico da gravidez

 

A espera da certeza da gravidez dentro de seu ventre é um momento de angústia para a mulher. Saber-se grávida, com brevidade, é importante para sua tranqüilidade e bem-estar. Há alguns anos, só se sabia que uma mulher estava grávida após um atraso de, no mínimo, 20 dias. Hoje com a evolução da técnica e métodos de exames, essa resposta pode ser conseguida com dois dias de atraso menstrual.

Os sinais mais precoces de que um ovo está implantado, dizem respeito à retenção hídrica dada pelo aumento de progesterona. Assim, o aumento dos seios é um dos primeiros sinais, mas pode ocorrer também na ausência de gravidez, pelo simples atraso da menstruação, principalmente se a mulher está ansiosa para ser, ou para saber se vai ser mãe, ou não.

 

 

Dosagem de ßHCG sérico (no sangue)

 

O que é isso? É a fração ß de um hormônio produzido no corion, (uma porção do ovo) que se instalou no útero. Daí o nome “hormônio coriônico gonadotrófico” ou simplesmente “gonadotrofina coriônica”.

 

O exame pode dar negativo e a paciente estar grávida?

Pode.         O exame negativo deve ser repetido após alguns dias (2 ou 3) pois poderá tratar-se de uma implantação tardia e não no 14° dia do ciclo.

 

O exame pode dar positivo e a paciente não estar grávida?

Não! O exame positivo sempre evidencia uma gravidez. Pode ser que a paciente não esteja mais grávida, mas ele mostra, no mínimo, que houve um ovo implantado.

 

  ßHCG na urina

São, normalmente, testes caseiros adquiridos nas farmácias, e evidenciam a presença de hormônio coriônico em uma gota de urina. São mais falíveis que os exames de sangue. Alguns anunciam certeza do resultado em quase 100% após 48 horas de atraso, mas, é sempre bom comprovar a gravidez pelo exame de sangue.

 

Ultra-sonografia

Exame não invasivo que mostra o ovo implantado a partir de dois a sete dias de atraso.

Pode ser negativo e a paciente estar grávida? Dependendo do equipamento usado, da época da fecundação e de quem interpreta o que vê, pode ser negativo e a paciente estar grávida. Sempre é bom fazer um ßHCG para confirmar a negatividade depois de alguns dias, ou repetir o ultra-som para tentar ver o ovo.

O bebê que demora para vir

 Concepção  Assistida

 

A concepção assistida, em geral, não é o primeiro recurso no tratamento da infertilidade. Antes devem ser tentadas outras opções, como a orientação quanto ao momento da relação sexual, intervenções cirúrgicas ou tratamentos com remédios. Na realidade, a  via de tratamento escolhida pelo médico dependerá, principalmente, do resultado de suas investigações. Os medicamentos para fertilidade, junto com a relação sexual no momento adequado, por exemplo, não terão qualquer utilidade para um casal cuja infertilidade resulta de uma obstrução das tubas uterinas; somente uma correção cirúrgica ou a concepção assistida podem ser indicadas neste caso. Dependendo do diagnóstico e do tipo de infertilidade constatada, várias alternativas podem ser sugeridas. Entretanto, se a concepção assistida for considerada adequada,  vários procedimentos são disponíveis.

A este conjunto de técnicas variadas de manipulação e aproximação dos gametas denomina-se Reprodução Assistida, que caracteriza todo o procedimento de reprodução humana no qual existe alguma interferência, seja no manuseio dos gametas ou pré-embriões (estrutura formada após a fecundação num estágio muito precoce do desenvolvimento até 5 dias após a fecundação).

As técnicas de fertilização assistida (desde a inseminação artificial até a micromanipulação de gametas), têm por objetivo a perfeita interação entre o espermatozóide (gameta masculino), e o oócito (gameta feminino), com formação de um pré-embrião capaz de se desenvolver e implantar-se no útero materno.

Dentro das técnicas de reprodução assistida, os pacientes poderão ser submetidos a diferentes protocolos. Estes são alguns atualmente disponíveis:

Indução de ovulação com coito programado:

O princípio da indução da ovulação é estimular os ovários (com medicamentos para a fertilidade), para produzir um pequeno número de óvulos (geralmente dois), e permitir que a fertilização ocorra por relação sexual normal. As mulheres mais adequadas a esta forma de tratamento são aquelas com distúrbios hormonais e uma condição conhecida como síndrome do ovário policístico. É crucial, para o sucesso, que a relação sexual seja programada para coincidir com a ovulação que o tratamento conseguiu. A monitoração da resposta ao tratamento é, portanto, uma parte vital do programa, a fim de serem maximizadas as probabilidades de uma gravidez bem sucedida e minimizados quaisquer riscos. A probabilidade média de concepção depois de um ciclo de tratamento é de 15% a 25%.

Inseminação artificial (IIU):

 

 

Os estudos mais recentes de inseminação artificial sugerem que os melhores resultados são obtidos quando a inseminação coincide com a ovulação induzida por medicamentos para a fertilidade. É importante, porém, que os médicos que estão realizando essa estimulação ovariana monitorem seu tratamento medicamentoso a fim de se assegurar de que não há folículos demais se desenvolvendo no ovário. Uma grande quantidade de folículos produzirá muitos óvulos, aumentando o risco de gravidez múltipla. O objetivo comum é gerar não mais que três óvulos.

No momento da ovulação, uma amostra de sêmen do homem é preparada e inseminada na mulher,  por meio de um delicado cateter. Este último procedimento é conhecido como inseminação intra-uterina, ou IIU.

Os índices de sucesso da IIU em seguida à estimulação ovariana (superovulação) são entre 20 % a 25% por ciclo, mas podem chegar a 60% depois de várias tentativas em um ano. É importante que o número de espermatozóides esteja dentro dos limites normais e que as trompas da mulher sejam sadias. Os médicos devem tentar,  no máximo, quatro ciclos com IIU e, se não forem bem sucedidos, recomendar, então, outros métodos.

Nos casos de distúrbios seminais graves, pode ser usado o sêmen congelado de um doador anônimo.

 

Passo a passo na IIU

1 – Tratamento medicamentoso, para estimular dois ou três óvulos a amadurecer

·         Geralmente gonadotrofinas, para estimular o crescimento dos folículos e provocar a ovulação

2 – Monitoração do tratamento, para medir o crescimento dos folículos, individualizar as doses do medicamento, e prevenir efeitos colaterais sérios

·         Através de exame de ultra-som transvaginal (duas ou três vezes durante um cicio de tratamento)

·         Algumas vezes pela dosagem de hormônios em uma amostra de sangue

3 – Amostra de esperma, colhida na manhã da ovulação, é preparada e utilizada mais tarde no mesmo dia

4 – Teste e monitoração da gravidez

 

Fertilização in vitro (FIV):

Gametas femininos são retirados do ovário da mulher por aspiração e colocados em ambiente e local apropriados. Ao mesmo tempo, espermatozóides também, são obtidos, selecionados e processados. Separados um a um, os gametas femininos são transferidos para uma placa de plástico onde terão contato com os gametas masculinos. Se houver a fertilização, os pré-embriões são colocados em ambiente adequado e após 2 a 5 dias são transferidos para o útero materno.

A FIV é a técnica original do “bebê de proveta”,  sendo provavelmente o procedimento de concepção assistida mais amplamente praticado no mundo. Em termos simples, a FIV remove vários óvulos do ovário, fertiliza-os no laboratório com o esperma, e transfere uma pequena seleção dos embriões resultantes para o útero, para implantação e gravidez. Embora a FIV tenha sido desenvolvida para tratar casais cuja principal causa de infertilidade é uma lesão tubária, foi constatado que a técnica é útil também nos casos de endometriose, de distúrbios do sêmen (espermatozóides em número baixo ou com má formação), e mesmo de infertilidade não explicada. Estudos indicam que a expectativa de gravidez após um ciclo de tratamento é de aproximadamente 35%, e que a probabilidade de parto é ligeiramente menor. No global, o índice médio de bebês levados para casa após a FIV é de aproximadamente 25% a 30% para cada ciclo de tratamento. Esses índices não são muito diferentes dos de casais férteis normais. A maioria dos estudos mostrou que os índices de gravidez diminuem nas mulheres depois dos 35 anos Muitos especialistas em infertilidade encorajam os casais a agir rapidamente, quando a mulher está com pouco mais de trinta anos de idade.

Passo a passo na FIV (Fertilização in vitro)

1 – Tratamento medicamentoso, para estimular vários óvulos a amadurecer

·         Agonistas GNRH para suprimir qualquer outra atividade hormonal (injeções/spray nasal durante (geralmente) duas semanas antes das gonadotrofinas e então, dependendo da resposta, mais 10-14 dias)

·         Gonadotrofinas para estimular o crescimento dos folículos e provocar a ovulação

2 – Monitoração do tratamento para medir o crescimento dos folículos, individualizar as doses do medicamento, e prevenir efeitos colaterais sérios

·         Através de ultra-som transvaginal (três a cinco exames durante um ciclo de tratamento)

·         Algumas vezes pela dosagem de hormônios em uma amostra de sangue

3 – Coleta dos óvulos, geralmente sob anestesia local, levando entre 10 e 20 minutos

·         Orientada por ultra-som transvaginal

·         Coleta através da vagina (32-36 horas depois da última injeção de hormônio)

4 – Amostra de esperma, colhida no mesmo dia que a coleta dos óvulos

5 – Fertilização

·         Óvulos e espermatozóides preparados e mantidos juntos em cultura durante a noite.

·         Ovos examinados ao microscópio no dia seguinte.

6 – Transferência do embrião (geralmente dois a três dias depois da fertilização)

·         transferência transvaginal de não mais que três embriões

·         Embriões colocados no útero

·         Embriões de reserva geralmente congelados

7 – Teste/monitoração da gravidez

 

 Injeção intracitoplasmática de Espermatozoides

Esta técnica foi introduzida por Palermo e colaboradores em 1992, com o intuito de tratar causas masculinas graves. Consiste na injeção do espermatozóide recuperado do sêmen,  diretamente no citoplasma do gameta feminino.

Nos casos de ausência de espermatozóides no ejaculado, técnicas de recuperação de espermatozóides testiculares ou epididimários podem ser associadas à ICSI, tais como a aspiração microcirúrgica de espermatozóides epididimários (MESA); extração microcirúrgica de espermatozóide testicular (TESE microcirúrgica); aspiração testicular com agulha fina (TESA) e aspiração epididimária (PESA). Os resultados desta associação  têm sido bastante encorajadores, sugerindo uma boa alternativa nestes casos.

As técnicas de injeção intracitoplasmática de espermatozóide, ou ICSI, foram aclamadas como uma revolução nos últimos anos, finalmente oferecendo um tratamento viável para os mais difíceis casos de infertilidade masculina.

Para a  técnica da ICSI são utilizados microscópios com  micromanipuladores que possibilitam a  apreensão dos oocitos e a injeção do espermatozóide.

 

Falando da Mulher Mãe

Todo ser vivo se perpetua pela reprodução. As espécies mais primitivas se multiplicam assexuadamente, por divisão binária, esporulação, etc. À medida que subimos na escala biológica, a reprodução assume aspectos diferenciados, até que chegamos à espécie humana.

O homem conserva, como animal que é, a sensibilidade a aspectos puramente físicos do parceiro procurado. Enquanto aos machos interessam a forma, a beleza, o cheiro, o tato, às fêmeas importam a força, a agilidade, o som da voz, a inteligência.

O amor, que pode surgir após a mútua aprovação, nos torna mais humanos e menos animais, propiciando contornos e recheio afetivo à união, o que determinará a solidez, a segurança e a tranquilidade necessárias para a chegada do novo ser.

A fêmea da raça humana tem um comportamento hormonal diferente das fêmeas de outras espécies. Enquanto as outras sangram na época em que estão no cio, a fêmea humana não sangra. Entretanto, ela como as outras, apresenta quando fértil, algumas facilitações para conseguir que seu óvulo seja fecundado; está mais disposta a ter relações, sua pele está mais macia e suave, apresentando, também, mais ferormônios em seu suor, exalando um odor que atrai seu macho.

As condições humanas ideais para a vinda de um filho deveriam incluir, em primeiro lugar, a capacidade de sustento do novo ser. A ligação amorosa efetiva consolidada e reconhecida socialmente, deveria, também, fazer parte do elenco de requisitos para dar ao concepto melhores condições para seu desenvolvimento físico e mental.

Na nossa sociedade do século XXI parece cada vez mais difícil encontrarmos casais que conseguem padrões ideais de procriação. Em muitos países, a fome e a miséria inviabilizam várias famílias. Em outros, a abastança não garante a formação desse núcleo afetivo, pois produzir e consumir são as palavras-chaves da sociedade, chamada pós-moderna. As mulheres, muitas vezes, pressionadas por metas de trabalho, retardam seus planos de gravidez o que acaba, via de regra, causando complicações e dificuldades para engravidar, e depois, conduzir uma gravidez.

No contato diário com mulheres grávidas, nesses últimos 40 anos, após atender mais de quinze mil partos, posso dizer que a gravidez é a época da vida feminina de maior realização. É a mulher em sua essência, em sua exclusividade, em sua tarefa primordial e mais importante, a procriação.

Acredito que uma mulher só entenda completamente seu mundo, podendo avaliar o que é um amor integral, depois de dar à luz a um filho. Antes disso, ela não exerceu realmente a condição de fêmea em sua plenitude, ainda é incapaz de avaliar a maternidade na escala de valores das tarefas de uma vida.

Atendi mulheres de diferentes belezas, com poder aquisitivo diverso, jovens e maduras. Atendi mulheres de níveis diversos de inteligência, de diferentes credos e raças. Atendi mulheres equilibradas e outras, nem tanto. Atendi mulheres que quiseram muito seus filhos e mulheres que os deram para adoção. Nunca, nem uma vez sequer, surpreendi um desprezo pela vida que carregavam em seus ventres.

As mulheres que optam por levarem adiante uma gravidez, mesmo que indesejada, revelam uma ligação com a Vida que se mantém e aumenta durante toda a gestação.

De uma sensibilidade fora do comum, de uma acuidade imensa em relação ao que pode atingi-la e ao seu produto, ela é uma rocha de defesas, muitas vezes, disfarçadas por um choro fácil, uma impertinência à toda prova que tem como finalidade única e exclusiva proteger a si e a seu filho.

Vamos, portanto, percorrer esse mundo de sentimentos e acontecimentos que é a gravidez, procurando explicar e aplacar as angústias, chamando a atenção para os cuidados que devem ser tomados e principalmente mostrando o que está acontecendo a cada passo com a gestante e seu bebê.

Começamos hoje a publicar , revisando, meu livro GRAVIDEZ PARA GRÁVIDAS .